Informo | Os temores de uma nova corrida nuclear

Os temores de uma nova corrida nuclear


mundo vê com apreensão os lançamentos de mísseis balísticos intercontinentais pela Coreia do Norte e os testes nucleares do país liderado por Kim Jong-un, mas outros países também alimentam temores de um conflito nuclear, especialmente num momento em que Rússia e Estados Unidos parecem questionar acordos internacionais de desarmamento. Há 30 anos, no dia 8 de dezembro de 1987, os EUA e a União Soviética assinaram o Tratado de Forças Nucleares de Alcance Intermediário (INF, na sigla em inglês), que prevê a eliminação de mísseis balísticos e de cruzeiro – nucleares ou não – com alcance entre 500 e 5.500 quilômetros. Até junho de 1991, 2.692 foram destruídos. Para especialistas, a continuidade do acordo está em risco, assim como as bases da confiança que levaram Ronald Reagan, então presidente dos EUA, e o presidente soviético na época, Mikhail Gorbatchov, a fecharem um acordo que também inclui a permissão para inspeções militares mútuas. Como herdeira da União Soviética, a Rússia provavelmente tem pouco interesse em prolongar o tratado. O motivo: mísseis de médio alcance estacionados na China, na Índia e no Paquistão. Para Bernd Greiner, diretor do Centro Berlinense de Estudos sobre a Guerra Fria, os Estados Unidos também cogitam deixar o acordo. Diante disso, Greiner se diz preocupado com a segurança global. "O debate sobre a ameaça ao tratado está muito aquém do que deveria estar." O especialista Oliver Meier, do Instituto Alemão de Assuntos Internacionais e de Segurança, não vê uma percepção das lideranças americana e russa de abrir mão de armas nucleares ou químicas por causa de políticas de segurança. Essa seria a principal diferença entre as abordagens política de então e de hoje. Para Meier, chama a atenção que as lideranças políticas em Moscou e Washington ignoram esse tipo de raciocínio. Novo significado das armas nucleares...




237 | 2017-12-07 | World | Brazil

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